Os Bucaneiros

Se você costuma ver filmes de piratas então já deve ter ouvido falar do termo bucaneiro. Você sabia que este termo se originou por causa de churrasco feito sem espeto?

Pode não ser aqueles churrasquinhos feitos no espetinho, eles não eram mestre do espetinho, hehehe. Mas essa é uma historia muito interessante.

Tudo começou em Tortuga

Na epoca da grandes navegações alguns caçadores, escravos e cortadores de lenha foram expulsos do território espanhol. Com sentimento de vingança contra os espanhóis esse grupo de renegados encontrou refugio na ilha de Tortuga, no Caribe.

Lá eles se tornaram piratas temidos que atacavam principalmente navios espanhóis. Esses piratas caçavam gado e porcos selvagens e preservavam a carne defumando ela.

Essa técnica de defumar a carne era utilizada pelos nativos do lugar, que usavam um tipo de grelha chamada boucan. Dessa grelha se originou o termo bucaneiro.

Terror das Índias Ocidentais

Os bucaneiros se espalharam por grande parte das ilhas do Caribe e aterrorizavam navios cargueiros, principalmente espanhóis. Depois de Tortuga eles se espalharam pela Jamaica e Panamá.

Eles começaram como piratas sem bandeira nenhuma. Com a Guerra da Grande Aliança, esses piratas se tornaram corsários, eles tinham uma carta chamada corso de um monarca de alguma nação européia que os autorizavam a pilhar navios em nome do país.

Com isso os bucaneiros foram desaparecendo e foram virando corsários a serviço de poderosas nações. Entretanto, a palavra bucaneiro se tornou comum e foi usada para denominar piratas e corsários que tinham bases nas Índias Ocidentais.

Existiram alguns bucaneiros famosos, dentre eles L’Olonnais, que saqueou Maracaibo e ficou conhecido por sua crueldade ganhando o apelido de desgraça dos espanhóis. Seu fim foi inusitado, ao fugir de uma emboscada ele foi capturado por uma tribo de índios canibais e foi devorado.

Os bucaneiros ficaram muito famosos e até hoje temos filmes e documentários sobre eles.

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Standar Oil – Coisa do Capeta no Brasil

Em 1870 foi fundada a Standard Oil. Ela foi a maior companhia de época e seus dados são exemplos de empresas boas de qualquer livro de análise fundamentalista.

Tal empresa foi criada pelo magnata Rockfeller e pra muitos virou uma empresa do capeta. Tipo a Monsanto (ou seria Monsatanás).

Em sua época a empresa tinha uma política extremamente agressiva de compra das concorrentes. Quem não aceitava as ofertas de compra padecia com uma guerra comercial sem piedade.

E a fome de abocanhar todo o mercado era tanta que por volta de 1880 a empresa e suas controladas detinham cerca de 90% do mercado nos EUA. Sim, 90%!

Mas o que poucos sabem é que essa empresa teve uma influencia em um nome conhecido pelos mais velhos no Brasil. Na verdade um nome da mídia de rádio.

Mas voltando à história, a empresa ficou tão poderosa que em 1911 o governo americano decretou que deveria haver uma dissolução da empresa. E foi o que houve.

Daí nasceram 34 outras empresas e dessas empresas depois surgiram Chevron, Mobil e Exxon.

E o que isso tem haver com o Brasil?

Bem, no Brasil a Exxon era conhecida como Esso. Lembram da Esso Brasileira de Petróleo? Então alguns já devem estar sabendo onde este post vai terminar.

No Brasil existiu um programa de rádio e depois de televisão chamado Reporter Esso. E como você já deve ter adivinhado ele era patrocinado pela Esso.

O Reporter Esso era o primeiro jornal de rádio onde as matérias eram enviadas por uma agência internacional. Agência essa sob o controle dos Estados Unidos é claro.

A partir daí podemos ver que o tamanho do poder das empresas dos Estados Unidos não só no Brasil como na América não é de agora. Fatos como esse nos fazem pensar se a América Latina é realmente livre.

Será que não continuamos sendo dependentes de uma outra metrópole?

Os Estados Unidos Poderiam ter Sido Pobres?

As vezes fico pensando se a história dos Estados Unidos não poderia ter sido diferente. Hoje os Estados Unidos é um dos países mais desenvolvidos do mundo, se é que não é o mais.

Ficam dizendo que vai cair que vai piorar que está no fim… Pode até ser, mas ainda não acabou.

Mas voltando ao assunto, uma ex colônia ganhou a egemonia mundial. Sabemos que os EUA se industrializaram e que cresceram.

Mas eu acho que isso poderia ter sido diferente. Vou dizer por que?

Uma Colônia Normal das Américas

Os países das Américas Central e do Sul são em sua maioria pouco desenvolvidos e agrário. Todos eles eram escravagistas.

Tinham como pricipal sistema econômico monoculturas e exportação dessas monoculturas para a metrópole. Esse sistema de monocultura exportadora com mão de obra escrava ficou conhecido como sistema de plantation.

E nessa época colonial, os Estados Unidos também eram assim. Eles plantavam e exportavam principalmente algodão.

Se fosse pelo Sul, o desenvolvimento dos EUA seria parecido com o dos países da América do Sul. Isso começou a mudar com a indústrialização do norte.

Com clima mais frio e com um povoamento constante, o norte não tinha como ter extensas terras de monucultura. Eles foram praticamente obrigados a se indústrializar.

Com metade industrializada e outra metade escravagista naturalmente os interesses entraram em conflito. E então culminou em uma guerra.

Guerra da Secessão

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Essa foi a guerra decorrida por causa do conflito de interesses entre as duas metades dos EUA. De um lado o nortre e do outro o sul.

Como não é possível manter interesses tão distintos, não houve outra saída que não fosse a guerra. E essa guerra durou de 1861 a 1865, com a vitória do norte.

Naturalmente com a vitória do norte, o país inteiro se industrializou e entrou em uma nova era onde surgiram os mega empreendedores como Rockfeller e companhia.

Isso levou o país a uma era de progresso econômico que possibilitou mais tarde com que ele tivesse a hegemonia mundial. Legal, né?!

Mas e se o sul tivesse saido vitorioso nessa guerra? Será que o país não mergulharia na escravidão até o final do século 19 como foi o caso do Brasil?

E com isso, será que ele não seria como qualquer país subdesenvolvido da América do Sul ou da América Central? Será que não?

A Energia Acessível

Neste texto quero deixar uma homenagem a um gênio que transformou o mundo. O nome dele era Nikola Tesla.

Se você tem energia elétrica hoje na sua casa, é graças ao que ele estudou e descobriu. Ele morreu pobre em um quarto de hotel em Nova Iorque.

Embora todos lembrem de Thomas Edison, que mais do que inventor era um empresário e investidor de sucesso, quem possibilitou energia barata para todos foi Tesla.

Quem foi Ele

Tesla nasceu em 1856 em Smijan, Império Austro-Hungaro na epoca. Essa região hoje pertence a Croácia.

Aos 28 anos se mudou para Nova Iorque e trabalhou por pouco tempo com Thomas Edison.

Quando Thomas Edison fez a primeira usina de corrente contínua do mundo, todos ficaram impressionados. Todos menos Tesla, que não achou aquilo nada demais.

Ele sabia que para trasnportar energia aos lares de todos não era possivel fazer isso de maneira barata com corrente contínua.

Esse tipo de corrente só pode ser transportada a curta distância. Se hoje a distribuição de energia fosse feita por corrente contínua teríamos 1 usina a cada 1 quilêmetro e meio.

Ela se tornaria muito cara.

Somente com a corrente alternada que ele pode ser transportada a longas distâncias.

A Guerra das Correntes

Quando Tesla se alia com George Westinghouse, um rico empresário, eles conseguem viabilizar o projeto de corrente alternada.

Mas como Thomas Edison já havia instalado suas usinas de corrente contínua, ele não queria perder todo o investimento.

Assim iniciou um episódio conhecido como Guerra das Correntes. Ela foi uma guerra de propagandas onde de todas as maneiras tentaram convencer a população e o governo que a corrente alternada era perigosa.

Houve até mesmo execução de animais na tentativa de convencer a população.

Mas os benefícios da corrente alternada eram evidentes e esta “guerra” foi vencida por Tesla e seu sócio Westinghouse.

Até hoje as turbinas das usinas usam as ideias de Tesla para gerar e transmitir energia.

Fim Trágico

Tesla era o típico gênio de aspecto frágil. Ao final de sua vida dizem, teve alguns distúrbios mentais e fobias esquisitas.

Era obcecado por pombos e pelo número 3.

Ele morreu sozinho e na miséria em 7 de janeiro de 1943, em um quarto de hotel em Nova Iorque.

Dedico este post a sua genialidade.

Sociedades Anônimas das Navegações

Se você investe em ações (se não investe saiba como) então você já deve saber o que é uma sociedade anônima. Neste post quero falar de 2 grandes sociedades anônimas do século XVII.

A sociedade anônima é dividida por ações e qualquer pessoa pode comprar essas ações. Por várias pessoas poderem ser sócios, a sociedade é anônima isto é, não se sabe o dono.

E voltando a assunto, na época das grandes navegações existiam 2 sociedades anônimas famosas. Elas são:

  • Companhia das Índias Ocidentais
  • Companhia das Índias Orientais

Vamos ver mais sobre cada uma.

Companhia das Índias Ocidentais

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Ela foi uma empresa holandesa criada em 1621 para fazer frente à Portugal e Espanha. Na época esses países eram potências navais e mantinham o monopólio comercial entre América e Europa.

O principal objetivo da Companhia das índias Ocidentais era fazer guerra econômica contra Espanha e Portugal. Com o tempo a empresa conquistou várias colônias nas Américas, incluindo Curaçao, San Martin e Aruba.

A empresa também exerceu grande domínio no Brasil entre 1630 e 1654. Nesta época parte do Brasil era colônia holandes e este pedaço de terra chegou a ser chamado de Nova Holanda.

Em 1791 a Companhia das Índias Ocidentais foi assumida pelo Estado holandes. A empresa acabou sendo dissolvida com a invasaõ da França na Holanda 3 anos depois.

Companhia das Índias Orientais

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Foi uma empresa britânica fundada em 1600 e teve como objetivo fazer comercio com os países do oriente. A empresa recebeu da rainha Isabel I o monopólio de comércio com as ìndias.

Teve grande influência na Índia onde inicialmente foucou em manter um lucrativo comércio. Posteriormente a Companhia Britânica das Índias Orientais chegou a governar grandes pedaços daÍndia com o seu próprio exército privado.

ENtre 1757 e 1858 a empresa governou sozinha pedaços da Índia. Após isso o governo brtânico assumiu diretamente o controle.

A empresa se dissolveu em 1874 por problemas financeiros.

Saladino e sua Influência nos Cavaleiros Medievais

Você já deve ter ouvido falar sobre os cavaleiros medievais. Eles tinham um certo código de conduta acerca de como se comportar nas batalhas e como tratar os prisioneiros.

Muita gente hoje em dia acha que esse código veio dos valores cristãos, do Papa, da Igreja ou de alguma filosofia ocidental. Sim, tudo isso contribuiu para formar o código.

O que poucos sabem é que um personagem histórico muçulmano famoso, foi uma das inspirações para ele. O nome dessa pessoa é Saladino.

Salá Adim, ou Saladino para nós, foi um líder muçulmano de uma região que compreendia a Síria e o Egito. Ele reuniu povos islâmicos em oposição aos cruzados.

Como foi sua influência no modo de conduta dos cavaleiros

Quando Jerusalém estava sob domínio cristão, Saladino reuniu um grande exército para tomar a cidade. Ninguém do lado muçulmano aceitaria outro resultado que não fosse a cidade sob o domínio do Islã.

E foi o que realmente aconteceu.

Mas o que chamou a atenção foi que ele deixou cristãos irem embora sem matá-los ou fazer prisioneiros. Ainda, concedeu permissão para que cristãos rezassem em Jerusalém.

Conta-se que depois de vencer a batalha Hattin contra os exércitos do rei de Jerusalém, este rei ficou sob a espada de Saladino e ele lhe ofereceu água e disse que um rei não deveria matar outro rei.

Em outra cruzada, já com Jerusalém sob domínio muçulmano, o rei Ricardo da Inglaterra estava lutando contra os exércitos de Saladino quando perdeu seu cavalo. Saladino mandou 2 cavalos para o rei dizendo que um rei não deveria lutar a pé.

Em suas incursões, Saladino sempre levava intérpretes do Corão e da Sharia, a lei sagrada do Islã. Assim, ele sempre se preocupava em respeitar a Sharia e o Corão.

Essa fama de justo e generoso correu o mundo e chegou ao ouvido dos cristãos. Eles se perguntavam quem era esse infiel que os combatia mas ao mesmo tempo seguia e praticava todos os valores ensinados pelo cristianismo.

Essa história você pode ver melhor assistindo ao vídeo abaixo. É sobre um documentário feito no programa Arquivos Confidenciais, do National Geographic Channel.

Tulipas da Holanda

Quando falamos em bolsa de valores logo pesamos em investidores preocupados em escolher as melhores ações para investir. Mas sabia que na bolsa de valores de Amsterdam se negociavam contratos para comprar flores?

Essa história é muito famosa e vou contar o que se aqui. Foi uma dos primeiros crashs de bolsa de valores.

Como Tudo Começou

Em 1593 existia um botânico chamado Carolus Clusius. Após ele fazer uma viagem a Istambul, que na época se chamava Constantinopla, em homenagem ao imperador Romano Constantino, ele trouxe para Amsterdam uns bulbos de tulipas.

O objetivou de Clusius era usar essas plantas para fins medicinais. Acontece que quando ele plantou essas tulipas, elas chamaram a atenção das pessoas da região.

Algumas dessas pessoas roubaram alguns bulbos para plantar e revender. Assim, essas flores passaram a ser simbolo de status e logo o país inteiro ficou atrás de tulipas.

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Primeiro Mercado de Derivativos do Mundo

Os bulbos de tulipas não florescem entre 7 a 12 anos após o plantio. Quando as flores começam a aparecer dura uma semana entre maio e abril e os bulbos aparecem entre junho e setembro.

Com essa dificuldade, especuladores criaram contratos de tulipas para poder negociar o ano inteiro. No contrato dizia que o assinante tinha o dever de comprar uma tulipa ao final de uma temporada, exatamente como os contratos futuros de hoje.

Então, surgiram as negociações de contratos de tulipas. Um dos primeiros mercados de derivativos do mundo.

A Loucura das Tulipas

As tulipas viraram mania em toda a Holanda. Além de Amsterdam, contratos eram negociados em Haarlem, Rotterdam, Leyden e outras cidades do país.

Quanto mais rara era a tulipa mais valiosa ela era, pessoas vendiam todos os seus bens em troca de um simples bulbo. Muitas vezes o dinheiro de um simples bulbo poderia sustentar por meses a tripulação de um navio.

Houve até mesmo algumas vendas em outras bolsas da Europa, como em Londres e Paris, mas não chegou ao mesmo sucesso como em Amsterdam.

O Crash

Apesar do sucesso e do valore absurdo o qual chegaram as tulipas, na verdade a pessoa estava pagando um rio de dinheiro por uma simples planta. Isso iria durar até alguém perceber o que estava acontecendo.

Foi então que no inverno de 1636 para 1637 um comprador de Haarlem não honrou o contrato. Isso gerou um pânico e em alguns dias o preço das tulipas despencaram.

Pessoas que haviam trocado todos os bens para ter uma tulipa agora tinham somente uma planta sem valor de mercado. O governo ainda tentou fazer uma oferta para valores a um décimo do preço original dos contratos. O problema é que isso piorou ainda mais a situação.

Esse crash das tulipas mergulhou o país em uma depressão que durou vários anos. Durante muito tempo houve muita desconfiança a investimento por parte das pessoas da Holanda.

Finalizando

Pelo que vi e sei é mais ou menos isso que queria escrever sobre as tulipas da Holanda. Você pode saber mais clicando aqui.

Espero que você tenha gostado do post.